29.11.09

quinta-feira.

I

entre outras ditrações
te escolho como hábito.
sei lá. tem sido difícil achar concentração.


II

meu desejo é minha negação:
menos. pedra,
peso que me pesa (medida),
sal e peixes
que não sabem voar.

mas não perco pelo medo,
pois pela chama
feito gosto de beijo,
como sol
no céu da boca.



26.11.9

13.11.09

quarta - feira. 11.11.09

hoje, me sinto fraco. como não havendo destino, a luta sem ter porquê. volto aos lençois. (um outro dia). um outro sol. saber que as estrelas brilham, mesmo sem a noite.

3.11.09

e nos trocamos, aos poucos,
com jeito, com graça - ou sem.
às vezes o esforço é um suspiro: olá!,
que não reproduz as horas em silêncio.
mas assim caminhamos,
guardando pedacinhos de nós
em vidas alheias,
esperando que os laços - os vícios, os risos -,
nos permitam compartilhar
o peso de SER.

estendo a mão.

23.9.09

(des)encontro.

espero
feito pedra sem distração
à passagem, seu caminho,
guardo o tempo
onde você vive um dia comum.

e sorri (por curiosidade)
encontrando-me a surpresa
buscam nos bolsos, as mãos,
algo em quê me agarrar.

a amor bateu à porta
e era azul
e eu pensei que era o amor.



15.9.9

17.9.09

ser.

e como definir em palavras, se não sei o meu estado?
vagar entre os homens, mas não estar entre eles. fechar os olhos nos dias mais claros.
especialmente.
desconhecer: me afastar.
imaginar se tudo não é uma peça que eu mesmo me prego. desejar
não ter tanto poder.
desejo e imagem (sonho) se confudem.
invejo a razão. invejo o caminho certo dos astros. que não falam,
nem tem porquê. brilham por que brilham.

erezoànoitequemetornecomum.
despi as cores.
mas me lembra a alma.

12.9.09

10.9.9

entre nós
alguns segundos de concreto
que nem matéria é, mas
o espaço
você em seu passo distraído.

talvez a claridade
ou a claridade em tudo.
fecho meus olhos,
reproduzo o seu estado:
não vejo você - a mim.

e se te encontro, silêncio
que não é realidade, mas
(sonhei) as palavras não ditas por você
- como um livro que eu li
e você não.

8.9.09

recorte.

ele diz:
- brigado, amor! ;)

eu digo ao coração: "não é nada, é modo de falar, sabe...",
mas ele insite em ser bobo, por convenção ou
força do hábito. medeixetersenso,vida!



1. e se eu disser:
a coragem me infla os pulmões
e eu encho que nem bola e saiu quicando...
ahehaehuieahihaeiuheauhae u.u


2. e se eu disser:
.diganãoàcovardia.
conhecendo o caminho, dispensei
os passos bêbados,
escolhi ser eu - em mais que 3x4

.pilhéria,sempre.
e se não pude erguer os olhos,
foi por problemas técnicos. ;)

e o que você viu?

6.9.09

não é sobre o amor, e outros demônios.

mas isso, querido, é porque você nunca amou a MIM. você amou a idéia que você, por si, deu à minha persona - minha máscara grega. você tem amado um ideal ou, seria mais verdadeiro dizer - e a realidade nunca é tão bonita -, estado em prece desesperada por um alguém: qualquer alguém.
porque NÓS odiamos estar só. seja porque você não sabe estar só, seja por um conceito social (e este é degradante e inferior: a forma como, como diz Rilke, a sociedade encontra de manter longe o que é difícil), seja pelo medo do desconhecido... de conhecer a si mesmo, como estar diante do espelho.

e o amor... eu não saberia por mim. nem posso dizer por você. mas posso dizer que não é isso:
não é um conceito, não é uma regra, não é algo para exibir em praça pública. não é algo que você tenha que fazer pelos outros. não é o medo de estar só. não é se agarrar a alguém em busca de salvação. não é se perder em alguém, não é não crescer, parar no tempo. não é um castelo de muros altos... não é o frio na barriga, as borboletas.

apesar do quanto eu realmente goste das borboletas. ;)