acho que eu não te disse, mas no dia antes do show, enquanto estavamos na unifor, muito feliz por alguma coisa, eu nem lembro o que era, e me passou pela cabeça que "a gente teria uma puta amizade", se não brigasse tanto.
acontece que teu pai tem razão, que a gente meio que faz mal uma pra outra. é assim, não é?
o negócio é que, as vezes, meio que ficava alguma coisa não dita, alguma coisa amarga entre a gente. eu sou um bocado sacana, eu sei. mas e você?
quando tua frustação era uma arma apontada pra uma felicidade sincera. "e que se foda!"
por exemplo, o cara que era tão importante pra mim, como tu podia falar daquele jeito, naquele tom? eu nunca entendi.
eu me preocupava com as suas merdas. eu não ligava quando você fazia merda comigo. e de novo. e de novo. e de novo. mas de novo!
eu sou um bocado sacana, eu sei. tão sacana quanto eu era na tua cabeça? talvez.
aquilo que tu me perguntou da ultima vez, não faço idéia.
as dúvidas e a história do carnaval sempre estão aqui. mas eu confio, droga!
agora tu parece muito bem. eu sou sincera, quando eu digo que fico feliz por isso. sou mesmo.
mesmo quando eu me afastei, como um romance quebrado, eu esperei que o tempo fosse gentil com nós duas.
é, teu pai tinha razão.
ainda,
com toda aquela merda, eu te amo e tudo.
em algum lugar, i am still your person.
are you still my person?
http://29.media.tumblr.com/tumblr_lpskb5yEK11qa1k25o1_r1_500.gif
28.11.11
6.11.11
07/07/08
sina.
de quando em quando, eu tento me entender com o que me incomoda. vez ou outra, eu encaro a verdade, e a aceito. sem resistência, sem turbulência, por de trás da turbina. e há claridade e calmaria. é romaria, onde eu escuto cores que eu não entendo bem. minha prece é silenciosa, e eu não faço idéia do que se diz. mas caminha sem pressa, não pede, agradece, em resignação. resignação. negação. sabe, é aí que teu grito. porque, vez ou outra, o passo leve me incomoda. é que talvez eu pare. ah, vai saber...!
e o que dizem por aí, é que a dor fortalece.
bobagem!
só fique bem, certo?
3.11.11
beatles.
lendo O Apanhador no Campo de Centeio, e dá uma vontade danada de falar de um jeito cru, sem disfarce, sem frescura. um jeito que expresse. com um monte de palavrão e tudo. como se em vez de falar, a gente gritasse. é um tipo de verdade, sem argumentos, toda livre. que se fala com certeza, mesmo que seja parcial.
é nosso segundo encontro, meu e do Apanhador. só descobri, depois, o "cult" do livro, que envolvia a história do assassinato do John Lennon. o livro é bem mais que isso, de verdade. é uma daquelas histórias que é bem única, mas que as expressões, a visão do mundo, de algum modo, podiam ser seus. meus, pelo menos.
“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.”
...
quando leio um autor que eu gosto, sou um bocado desse autor. é como encontrar a parte oculta de você ou uma outra forma sua, expressada por aquele outro. é também admiração, como com as pessoas. foi assim que eu comecei a ouvir beatles, por exemplo, que eu gostava daquele jeito bem intenso que um amigo tinha de gostar.
é nosso segundo encontro, meu e do Apanhador. só descobri, depois, o "cult" do livro, que envolvia a história do assassinato do John Lennon. o livro é bem mais que isso, de verdade. é uma daquelas histórias que é bem única, mas que as expressões, a visão do mundo, de algum modo, podiam ser seus. meus, pelo menos.
“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.”
...
quando leio um autor que eu gosto, sou um bocado desse autor. é como encontrar a parte oculta de você ou uma outra forma sua, expressada por aquele outro. é também admiração, como com as pessoas. foi assim que eu comecei a ouvir beatles, por exemplo, que eu gostava daquele jeito bem intenso que um amigo tinha de gostar.
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