lendo O Apanhador no Campo de Centeio, e dá uma vontade danada de falar de um jeito cru, sem disfarce, sem frescura. um jeito que expresse. com um monte de palavrão e tudo. como se em vez de falar, a gente gritasse. é um tipo de verdade, sem argumentos, toda livre. que se fala com certeza, mesmo que seja parcial.
é nosso segundo encontro, meu e do Apanhador. só descobri, depois, o "cult" do livro, que envolvia a história do assassinato do John Lennon. o livro é bem mais que isso, de verdade. é uma daquelas histórias que é bem única, mas que as expressões, a visão do mundo, de algum modo, podiam ser seus. meus, pelo menos.
“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.”
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quando leio um autor que eu gosto, sou um bocado desse autor. é como encontrar a parte oculta de você ou uma outra forma sua, expressada por aquele outro. é também admiração, como com as pessoas. foi assim que eu comecei a ouvir beatles, por exemplo, que eu gostava daquele jeito bem intenso que um amigo tinha de gostar.
gostei um "bocado"! =P
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